O verão no Brasil é sinônimo de movimento, natureza exuberante e experiências únicas. Mas também expõe um desafio: como conciliar a busca por praias paradisíacas, trilhas na mata e destinos naturais com a preservação da biodiversidade? O turismo de massa pode pressionar ecossistemas frágeis, enquanto o turismo sustentável e regenerativo oferece alternativas que beneficiam tanto visitantes quanto comunidades locais e o meio ambiente.

Brasil líder em turismo de natureza

O Brasil possui uma das biodiversidades mais ricas do planeta, com milhares de espécies e mais de 2.300 áreas naturais protegidas que somam cerca de 250 milhões de hectares, incluindo parques, reservas e unidades de conservação federais e estaduais.

Em 2024, o país bateu um recorde histórico de visitantes em áreas protegidas, com 25,5 milhões de pessoas visitando unidades de conservação como parques nacionais e áreas de proteção ambiental.

Os parques nacionais lideram esse movimento: 12,5 milhões de visitantes só nessas unidades monitoradas, seguidos por 11,2 milhões em áreas de proteção ambiental e 1,3 milhão em reservas extrativistas. Esses números demonstram o enorme potencial turístico dessas áreas e a importância de gerenciar o fluxo de visitantes para proteger a natureza.

Uma pesquisa recente indica que 98% dos brasileiros querem reduzir impactos ambientais durante viagens, evitando desperdícios, reduzindo impactos sobre a vida selvagem e consumindo energia de forma mais consciente. Essa mudança de comportamento reforça que os turistas não buscam apenas lazer, mas experiências alinhadas a valores de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente.

Turismo regenerativo e comunidades locais

O turismo regenerativo propõe ir além da sustentabilidade, estimulando práticas que restauram ambientes e fortalecem a economia local. Hospedagens que utilizam energia renovável, passeios guiados por moradores de comunidades tradicionais, projetos de educação ambiental e oficinas práticas transformam a visita em algo que devolve à natureza mais do que retira.

Essas experiências não apenas conectam o viajante à biodiversidade brasileira, que inclui mais de 116 mil espécies animais e 46 mil espécies vegetais, mas também criam renda para comunidades que vivem nos entornos desses destinos naturais.

Pressões do turismo de massa

Apesar dos números positivos, o turismo de massa ainda representa um desafio. Locais como praias famosas, trilhas e parques podem sofrer erosão, poluição e sobrecarga de infraestrutura quando grandes multidões chegam sem um planejamento adequado. Respeitar limites de visitação, aderir a práticas de baixo impacto e apoiar iniciativas locais de conservação são atitudes que podem fazer a diferença.

O setor turístico representa cerca de 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e emprega milhões de pessoas, um reflexo de sua importância econômica e social.

A crescente demanda por turismo sustentável indica que a combinação entre conservação ambiental e desenvolvimento econômico é não apenas possível, mas desejada por turistas e comunidades.

Para Maísa Porto, diretora do Ideias, o turismo sustentável é também uma forma de educação ambiental em ação.

“Quando viajamos de maneira consciente, aprendemos a valorizar os ecossistemas, respeitar as comunidades locais e incentivar práticas que protegem o meio ambiente. Turismo sustentável não é apenas uma tendência, é uma responsabilidade de todos”, afirma.

Verão como oportunidade de transformação

O verão pode ser mais do que um período de férias. Ele pode ser uma oportunidade para repensar a forma como viajamos, optando por experiências que respeitem a biodiversidade, fortaleçam culturas locais e contribuam para um futuro em que o turismo seja uma força positiva. Cada escolha consciente soma, cada destino protegido reforça a importância de um turismo que cuida e preserva.

IDEIAS FORM: transformando dados em decisões sustentáveis

Plataforma de Inteligência Socioambiental com foco em Stakeholders e Indicadores.  

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