area rara

A transição energética está acelerando a demanda por minerais críticos em escala global. Nesse contexto, esses minerais são essenciais para tecnologias de baixo carbono. No entanto, eles também apresentam risco de escassez e concentração produtiva.

Entre eles estão lítio, níquel, cobre e terras raras. Além disso, esses recursos são fundamentais para baterias, veículos elétricos e energia renovável. Portanto, sua importância cresce junto com a eletrificação da economia.

Sem esses minerais, a transição energética não avança. Por isso, eles se tornaram estratégicos para governos e empresas.

O que são minerais críticos

painel solar

Minerais críticos são recursos naturais essenciais para a economia moderna. Ao mesmo tempo, eles têm risco elevado de oferta restrita ou dependência de poucos países produtores.

Esses materiais são usados em tecnologias limpas. Por exemplo, estão presentes em baterias, turbinas eólicas e painéis solares. Além disso, também são usados em sistemas de transmissão de energia.

Assim, eles sustentam a base material da transição energética global.

Demanda deve crescer até 2040

Segundo a Agência Internacional de Energia, a demanda por minerais críticos pode crescer fortemente até 2040.

Em cenários de transição acelerada, o consumo de lítio pode aumentar mais de 40 vezes. Além disso, grafite e níquel podem crescer acima de 20 vezes.Esse crescimento depende do ritmo da eletrificação global. Ao mesmo tempo, cria pressão sobre cadeias de suprimento.

A IEA também alerta para riscos de concentração produtiva. Isso pode gerar instabilidade no abastecimento global.

O lítio é um dos minerais mais estratégicos da atualidade. Ele é essencial para baterias de veículos elétricos. De acordo com o US Geological Survey, a produção global ultrapassou 180 mil toneladas em 2023.

Essa produção está concentrada em poucos países. Entre eles estão Austrália, Chile e China. O cobre também é fundamental. Ele é usado em redes elétricas e infraestrutura energética. Além disso, é essencial para a eletrificação em larga escala.

Por isso, a demanda por cobre deve crescer nas próximas décadas.

Impactos ambientais e sociais crescem junto com a mineração

A mineração de minerais críticos pode gerar impactos relevantes. Entre eles estão uso intensivo de água, alteração do solo e perda de biodiversidade.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a mineração pode afetar ecossistemas sensíveis.

Isso ocorre com mais intensidade em áreas de alta biodiversidade. Além disso, regiões com baixa governança ambiental tendem a sofrer mais impactos.

A chegada de novos projetos também altera dinâmicas sociais. Em muitos casos, há crescimento populacional rápido. Como resultado, aumenta a pressão sobre serviços públicos.

Comunidades entram no centro do debate

Colaboradora do IDEIAS executando um Plano Técnico Social

Comunidades indígenas, quilombolas e rurais vivem próximas a muitas áreas minerais. Por isso, o diálogo social se torna essencial.

Quando não há consulta adequada, os conflitos tendem a crescer. Consequentemente, projetos podem sofrer atrasos ou paralisações.

Por outro lado, o engajamento estruturado reduz riscos. Ele também aumenta a previsibilidade dos projetos. Assim, a participação social se torna parte central da viabilidade mineral.

Cadeias de suprimento são altamente concentradas

A produção de minerais críticos ainda é concentrada. Segundo a IEA, a China responde por cerca de 60% dos minerais processados para baterias.

Além disso, o país domina etapas como refino e manufatura.Essa concentração aumenta riscos globais. Entre eles estão dependência tecnológica e insegurança de abastecimento.

O setor mineral está sob maior pressão regulatória. Investidores exigem mais transparência e responsabilidade. Nesse cenário, critérios ESG se tornaram fundamentais. Eles incluem direitos humanos, rastreabilidade e impactos ambientais.

Além disso, a governança deixou de ser opcional. Hoje, ela é condição para acesso a capital.

A mineração de minerais críticos é essencial para a transição energética. No entanto, ela traz desafios importantes. De um lado, há a necessidade de reduzir emissões. Por outro lado, existem impactos sociais e ambientais.

Assim, o desafio está no equilíbrio. É preciso avançar na transição energética, e, ao mesmo tempo, proteger territórios e comunidades.

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